Quase um ano…

Sei que isto é conversa de velha mas não me canso de dizer: Como o tempo passa??!! Os últimos anos da minha vida foram um instante, não dei por eles,foram  bem gozados, a verdade é essa, mas estou a ver tudo a passar e a acontecer muito rápido.

Parece que foi há pouco tempo que tinha o teste positivo na mão e agora a minha menina já vai fazer um ano  🙂

birthday

Não vai ser o aniversário desejado, com toda a nossa familia e todos os amigos, mas vai ser o aniversário possível com alguns amigos presentes e com a familia através do Skype!

Vai concerteza haver animação, risos, comes e bebes! Depois venho cá contar como foi 🙂

 

1 mês disto!

 

Parece que foi ontem, mas a verdade é que eu e a piquena já cá estamos há quatro semanas! Têm sido dias longos mas que passam num instante, sinto que o tempo cá é aproveitado de melhor maneira, provavelmente por ainda não estar a trabalhar, mas mesmo assim os dias são sempre bem aproveitados e com coisas para fazer, ou não tivesse eu um pequeno bebé que me dá conta da vida 😀

 

A verdade é que cá tanto eu como o Faneco não sentimos que somos emigrantes. É dificil de explicar mas parece que já cá vivemos há uma mão cheia de anos. Obviamente muita coisa mudou na nossa vida mas o truque é saber aproveitar essas mudanças, por exemplo em Portugal tinhamos dois carros, ia de carro para todo lado, era impensável sequer ir ao supermercado fazer compras sem carro e com uma bebé. Pois bem cá uma simples ida ao supermercado transforma-se num passeio de familia, eu levo o carrinho de bebe, ele leva o trolley das compras e ai vamos nós no Luas ao supermercado! É muito mais giro, conversamos muito mais pelo caminho, não apanhamos trânsito e acabamos sempre por passear.

Outro aspecto interessante é que caminhamos muito mais, parece que é ‘tudo já ali’ e quando damos por ela já caminhamos 6 km 😛 Não faz mal nenhum…bebe-se uma Guiness pelo caminho e a ‘coisa’ passa num instante 🙂

De facto o único aspecto menos bom é aquele que sempre disse que seria o pior, a distância daqueles que nos são queridos, a minha familia, as saudades são muitas, saudades dos meus pais, do cafezinho todas as manhãs no hospital com a minha mãe, dos almoços da minha avó, do carinho de todos, de ver a minha prima crescer….mas pronto, vai-se compensando com o skype (temos de adorar as novas tecnologias) e assim se passam os meses com promessas de visitas com cheirinho a casa.

Vou tentar ser mais regular na actualização do blog, sempre que dona Maria deixar venho aqui contar as nossas aventuras 🙂

 

egoísmo.

Temos em casa dois animais de estimação: o fanequinho – um pássaro ‘personata’ e um hamster roborovski muito piquenino, o Stewie:) Temos também um outro, ou melhor outra, a Amélia II, uma aranha gorda a quem damos guarida por detrás do alarme da casa. Gorda gorda que nem vê-la. A Amélia II é a segunda, porque as aranhas nesta casa têm regras: não podem aranhar fora do perímetro que lhes é permitido, e a Amélia I ‘esticou a corda’ e quando demos por ela estava a descer em direcção à janela da sala, tivemos que a matar só por causa das coisas. O fanequinho é provavelmente o mais esperto de todos, conversa connosco e faz companhia ( não estou a exagerar) e tem uma personalidade muito vincada, é um amor. O Stewie tem hábitos mais para o nocturnos, de dia não o vemos nem ouvimos, mas de noite põe as pilhas duracell e faz o exercicio todo, contudo não faz muita companhia.

A verdade é que há uma razão para os animais de casa serem apenas estes e ‘destes’. Não é que não vá ter pena quando eles partirem, mas não é a mesma coisa do que perder uma amiga que me acompanhou durante 16 anos desde os meus 12 anos. Não há explicação para a dor, nem para as saudades que se sentem. Nem tão pouco me esforço para explicar, até porque a maioria das pessoas não percebe e acha até ridiculo chorar desalmadamente por uma cadela que partiu. Enfim, respeito, mas eu não sou assim. Talvez por nunca ter perdido ninguém um amigo ou familiar, viva a dor e  saudade desta maneira intensa. Faz dia 7 um ano que a Twiggy morreu, viveu uma vida feliz, teve mimos até rebentar, brinquedos, comidinha da boa, atenção…tudo. Mas houve um dia que já não conseguiu respirar mais e fechou os olhinhos para descansar. Sofreu muito. Sofremos todos. Mas até no fim da vida foi com mimos, embrulhada na minha primeira manta de bebé e rodeada do brinquedo preferido dela, um cãozinho castanho de borracha que apitava quando ela lhe mordia, ou quando o pisávamos sem querer. Aquele barulho que às vezes ainda oiço, assim como oiço as patinhas dela no parquet quando vou a casa dos meus pais.

Faz hoje uma semana e apanhamos um grande susto com a Mini, a mesma doença que a Twiggy. A Mini é  uma cadela bulldog francesa, minha, mas que ficou a viver na casa dos meus pais e que eu gostava que nunca morresse. E assim é que era bom.

E enquanto eu não souber lidar com ‘isto’, os meus animais cá em casa vão ser fanequinhos, stewies e amélias. Egoismo puro. Eu sei.