Aurora.

Em pequena (sim, porque agora sou grande, uma mulher feita) nunca fui muito fã de peluches, e acho até que nunca tive nenhum preferido para dormir e essas coisas. Depois de grande é que se me deu para isto…ele é pequenas sereias, doraemon, ursinhos da unicef, tudo em cima da cama…

Hoje fui ao shopping para comprar uns adereços para a passagem de ano e quando estou na caixa para pagar, eis que me sinto observada. Era a Aurora, com os seus grandes olhos (Dreamy eyes – como dizia a etiqueta) a olhar para mim. Era única e não hesitei em adopta-la.

Digam lá que não é fofinha 🙂 tem mesmo cara de quem tá sempre a pedir miminhos!! Foi o auge do meu dia!

Nota: Este post jamais deverá ser comentado por psicólogos, psiquiatras e todos os outros profissionais que estudem a cuca das pessoas. Só pa dizer.

avós

Definição de Avó
Artigo redigido por uma menina de 8 anos e publicado no Jornal do Cartaxo – Portugal.
“Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali.
Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas. Nunca dizem ‘Despacha-te!’.
Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior.
As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes. Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes. As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.
Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó.”

E o que se pode dizer sobre este texto? Realmente a forma pura e simples como as crianças nos vêm é fantástica. Este texto, mais coisa menos coisa adapta-se a quase todas as avós, pelo menos às avós das netas da minha idade, porque dai para a fente cada vez mais são as avós mais activas e com carreiras que não têm assim tanto tempo para passar com os netos.

Eu sou da geração em que ficar na casa dos avós antes de ir para a escola era normal, os ATL’s eram escassos e os que haviam eram para os ricos, como sempre gostei mais de brincar sozinha, a casa dos avós era perfeita, lá podia espalhar as brincadeiras, ir com a minha avó à praça,  pesar as frutas na balança quando chegavamos a casa e fingir que tava a vender, às vezes ia com o meu avô trabalhar para Lisboa (era o máximo), depois ainda tinha a minha tia, uma especie de irmã mais velha que idolatrava (e ainda idolatro), que me ensinava brincadeiras, contava histórias e me ensinou a jogar ao peixinho com 5 anos!!

Com o meu avô aprendi a rezar antes de dormir, nunca me esqueço.

Relembro ainda nos tempos da escola primária, em que no intervalo a minha avó me levava o lanche…ainda me lembro do cheiro do leite com chocolate que vinha guardado no copo tupperware. Lembro me de ir meses inteiros com os meus avós passar as férias de Verão no Alentejo, que delicia de férias 🙂

A minha avó usa óculos, não é gorda, e ainda não tira os dentes, não pinta o cabelo de lilás clarinho e não diz ‘Despacha-te’ (pq ela própria tb n se despacha eheh)  e não é chata, é amorosa, é a minha avó Catarina 🙂