As férias, aqui ou ali?

A propósito deste post que li da Pipoca Mais Doce, lembrei-me que aqui há uns anos quando comentei que ia de férias para o México me perguntaram porque não ia antes para o Fundão…. (sim, o Fundão).

A verdade é que por muito que eu goste das piscinas e das cerejas do Fundão, gosto muito mais de mojitos e das águas quentes do mar das Caraíbas. Acho que são motivos válidos. E pronto.

E assim foram as férias – Parte 2

E ‘ós despois’, voltei para contar o resto, que ontem tive com uma grande camada de gripe em cima e não tive paciênciazinha para cá vir (sem desprimor para ninguém).

O CONTEXTO: Quando se aterra no aeroporto da Boa Vista, percebe-se logo que aquele aeroporto é minuscúlo, só para terem noção, é para ai do tamanho de um supermercado Minipreço (daqueles mais pequenos) e sim aterram lá aviões e  têm tudo o que faz falta, mas em menos quantidade. Primam pela simpatia, característica que se nota assim que chegamos à ilha. O percurso do aeroporto ao hotel, não sei precisar de quantos km foi, tenho a noção que foram poucos, mas mesmo assim demoramos 45 minutos por estradas muuuuuuuito mazinhas, onde se avistam cabras a comer pedras e pessoas com t-shirts do Benfica (yeiiiihhhh).

Rabil

A PRAIA E O HOTEL: Ora bem, resumindo: o hotel era óptimo, o staff do melhor, a comida do best. tudo muito bom, só tinha um problema, a praia tinha ondas que nunca mais acabavam, a rebentar parecia trovoada (da forte). Eu caguinchas como sou com medo das ondinhas, só molhei os pezinhos, constatei que é quentinha sim senhor, mas temos pena, que ainda tenho muito vivo dentro de mim aquele episódio em que fui levada e trazida das ondas da Praia de melides durante uns minutos valentes e andei a cuspir areia uma semana. Passei a praia e só ia lá dar passeios e vigiar o Faneco de não se afogar.

Uma das especialidades do hotel era Bife de Porco com molho Roberta, sei que sou suspeita, mas acreditem que é muito bom e tenrinho 😉 Não resisti a tirar uma foto..eheheh

Amanhã há mais…Kiss kiss*

E assim foram as férias-Parte1

Estou de volta. Foram 15 dias de férias aproveitados até ao último minuto, muito divertidos e sempre animados!

Na primeira semana a ideia era relax total, não pensar muito, descansar, comer, beber, dar uns mergulhos e pouco mais. E assim fizemos 🙂 Vou  mostrar-vos algumas fotografias que ilustram alguns momentos:

O meu acessório preferido logo à chegada 🙂

Uma destas varandas era a nossa! O Hotel é realmente muito giro.

A Praia do Lacacão, linda e com ondas enormes como o Faneco tanto gosta.

Amanhã mostro mais 🙂 Não saiam dai!!

Ensina-me…a preparar um Mojito.

Ah pois é!! Como estou de partida para férias, o ‘ensina-me’ desta semana é alusivo a uma bebida que me faz sempre lembrar as férias e que eu adoro…o Mojito!

Então vamos a isso:

– 6 folhas de menta

– 1 1/2 colheres de sopa de xarope simples

– 1 colher de sopa de sumo de lima

– 60 ml de rum branco

– 60 ml de gasosa

– 2 gomos de lima para guarnecer.

E já está 🙂 Ponham gelo e deliciem-se com esta maravilhosa bebida!!

Faltam 32 dias…:)

férias. parte 2

Pois é, pensavam que me tinha esquecido, mas não esqueci.

DayTwo:

Depois de sairmos da zona da Serra era altura para seguir a caminho do Piodão. Eu nunca lá tinha ido, mas já conhecia de ouvir falar maravilhas. Realmente é uma aldeia histórica muito engraçada, é tudo muito pitoresco, dai a nossa entrada na aldeia também ter sido assim a modos que ‘pitoresca’. Metemos o carro pelo Piodão a dentro como se não houvesse amanhã e só parámos quando vimos alguém com uma mini na mão aos saltinhos a dizer: Alto e para o baile – que aqui não circulam carros!!

PÂNICO TOTAL!! E agora?? Rua estreita onde cabiam no máximo três pessoas lado a lado e na margem esquerda um precipício para as agriculturas em socalco…Resultado: Andar de marcha atrás com o carro e tentar não cair na ribanceira de preferência (eu pelo sim pelo não, sai do carro).

O único sinal que havia a dizer trânsito proibido estava virado pa Meca, e ainda por cima tinha um edificio em frente. Como queriam que víssemos? Mas depois de chegarmos o sossego chegou, a Casa da Padaria é uma casa de turismo rural que recomendo a todos. Casa pequena com um atendimento acolhedor, tudo muito asseado e pronto cheira a bolos quentes e pão o dia todo, o pequeno almoço é divino, o que pedir mais?? Eu que não sou fã de compotas, provei a compota de abóbora com nozes e pronto entreguei os pontos, e quero ver se aprendo a fazer. Tivemos tempo para duas caches, uma delas com direito a caminhada, na Capela do Bom Parto, de onde dizem se tem a melhor vista sobre o Piodão – concordo.

DayThree:

No dia seguinte, caminho pedestre Chãs de égua e depois meter pernas ao caminho para Castelo Rodrigo, iamos ficando sem gasolina pelo caminho, mas lá nos safámos. Passamos em Almeida, uma aldeia histórica também muito bonita, havia feira e farturas, uma alegria!!

Por fim Castelo Rodrigo, Casa da Cisterna – Turismo Rural, espectacular só vos digo!! A  decoração dos quartos é qualquer coisa, tudo muito ‘design’ muito clean, sempre lareirinhas a bombar, tudo quentinho e a cheirar bem…uma beleza de noite. Nós ficamos no Quarto Coruja – escolhemos este quarto, por dois motivos, por ser da coruja e por ter uma cama pendurada por cordas ao tecto, ou seja, de baloiço, para além desse atractivo tinhamos ainda uma clarabóia por cima da cama que nos permite adormecer a ver as estrelas e umas luzes muito piquenininas no tecto que simulavam constelações….só vos digo – LINDO!! Vamos lá voltar um dia concerteza 🙂

Antes de passar para o dia 4 , quero só contar uma coisa muito engraçada que nos aconteceu no restaurante em castelo Rodrigo: ao pedir a ementa, o rapaz apresenta-me uma ementa com o seguinte: Sopa de espinafres, Bacalhau espiritual e Lombinhos panados, nem mais nem menos isto. Nem mais opções, nem vinhos, nem sobremesas, nem sequer havia a hipótese do comum bitoque!! LOL Pensei que o rapaz se tinha enganado e chamei-o, mas pronto a ementa era mesmo aquela, e só vos digo afinal havia bitoque e vinho da casa, e que bom que estava tudo 🙂

Agora DayFour – The Last one:

Depois de sairmos de Castelo Rodrigo, a ideia era ir o mais rápido possível para a Casa das Penhas Douradas em Manteigas, como só iamos ficar uma noite queriamos aproveitar a Piscina interior e o Spa. Assim foi. Ainda não tinhamos chegado já nos tinham ligado a perguntar se sempre confirmávamos a reserva – disse que sim claro. Quando lá chegamos ainda tivemos de ir fazer tempo, 1hora até Manteigas, porque o quarto ainda não estava pronto – Não me pareceu bem, mas tudo bem, fomos até Manteigas almoçar uma pizza caseira do tamanho do mundo.

Posto isto, voltamos, o quarto era lindo também, tudo com óptimo aspecto, fatos de banho nos corpinhos, e piscina com eles. E sim aquilo é qualidade de vida, piscina quentinha e a neve lá fora…Gostei muito.

Só não gostei muito foi que depois andassem a servir vinhos pra provar a toda a gente e aqui aos pobres com cara do Barreiro nada!! Enfim cara de pobres, mas pelo menos acho que o nosso dinheiro é igual ao dos outros, pelo menos não ando a viver de Visas e cheia de calotes como muitos….

Não reclamei porque o resto do serviço foi excelente, mas provavelmente, não sei se lá volto.

E pronto, as férias estavam a chegar ao fim, de manhã abalamos e viemos até casa pela nacional para irmos fazendo geocaching. No total foram 31 caches encontradas, podia ter sido melhor, mas foi o que se arranjou 🙂

Espero que ainda não estejam a dormir e que isto não tenha sido uma grande seca. Eheheh

Fiquem bem.

férias.parte 1.

De volta a este mundo, dos fiéis trabalhadores e donas de casa, aqui estou eu para fazer a ‘review’ destas mini-férias pelos lados da Serra da Estrela. Não querendo ser muito exaustiva, vou dividir isto por dias. Ora cá vai:

DayOne:

Por motivos de força maior não pudemos abalar de madrugada, então saimos de Lisboa por volta das 12h a caminho da Covilhã. Pelo meio fizemos uma paragem por Leiria, precisávamos de ir à Sonigate, comprar um apetrecheixo para o quintal. Almoçamos por lá. À chegada à Covilhã o GPS resolveu ligar o complicómetro e mandou-nos ir à Residencial pelo caminho mais complicado, ruas e vielas estreitas do centro histórico da Covilhã que não lembram a ninguém…mas pronto. Chegamos sãos e salvos. A Residencial onde ficámos não era a melhor do mundo, nem sequer a melhor da Covilhã, no entanto era asseada e o acolhimento foi agradável, se bem que nos fazia lembrar um pouco a casa da familia Adams…não sei se foi por isso ou não mas na noite que lá dormimos tive uma crise de insónia e abri a pestana às 4h da manhã (Hey!!)

Às 8h já estavamos a tomar o pequeno almoço para zarpar para a Serra quando reparamos que tinham ficado na mesma residencial alguns moranguitos com açucar – para ficarem naquela residencial não foram concerteza patrocinados pela Caras ou a VIP. Enfim, nem nós.

Enquanto iamos da Covilhã para a Serra eu continuava a dizer ao marido que havia neve. Ele continuava incrédulo, até porque a neve ia atrapalhar um pouco os nossos planos, o que acabou por acontecer em certa parte. Equipados lá fomos, primeiro a medo, pondo os pés na neve para iniciar a caminhada e o powertrail. Ainda fizemos cerca de 5 km por neve, entre algumas subidas complicadas e enterranços de pés até ao joelho, e só conseguimos fazer 5 caches. De qualquer forma posso dizer que a sensação de fazer uma caminhada pela neve sem alma viva por perto é indiscritível, parecia que estávamos num filme. Como não esperávamos neve, não fomos equipados com roupa nem botas de neve, mas safámo-nos bem. Contudo achamos graça às paletes e paletes de pessoas vestidas da cabeça aos pés com roupa de neve (familias inteiras) – e viva a decathlon, só para estarem ali à beirinha a brincar naquela neve, ou será gelo, castanho!!! Vimos também algumas ‘espécies’ a brincar na neve de salto alto, bom de se ver também 🙂

Para aquecer vai um licor serrano e siga pa bingo!!

(continua)